LE CORBUSIER, OS ARQUITECTOS E OS LIVROS, Lisboa, 16 noviembre 2015

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RESUMO

Le Corbusier (La Chaux-de-Fonds, 1887, Cap Martin, 1965) é essencialmente reconhecido como arquitecto e pintor, apesar de se auto-intitular, desde a sua juventude e no seu próprio bilhete de identidade, como “homme de lettres”. Até agora, e apenas com algumas excepções parciais, a grande maioria dos estudos acerca deste autor tem desconsiderado largamente a sua relação com os livros, essencial para o entendimento da sua obra. Em particular, tem-se desvalorizado a sua faceta de amante de livros – sendo que a sua biblioteca pessoal, conservada pela Fundação Le Corbusier, contém cerca de 1600 livros extensamente sublinhados e anotados, de autores vários –, bem como a sua produção escrita e editorial – sendo que chegou a produzir trinta e cinco livros completos (para além de várias reedições e traduções, artigos, conferências e textos inacabados).

Do mesmo modo, e 50 anos passados após o desaparecimento deste arquitecto, poucos têm sido os estudos sobre a relação, em geral, entre a produção arquitectónica e os livros.

No ano em que se celebra o cinquentenário da morte de Le Corbusier, a Livraria A+A, a prósito do seu 20º aniversário,  promove um evento com a coordenação científica de Marta Sequeira e Maria Candela Suárez, que consiste na criação de um palco de discussão alargada entre alguns dos mais prestigiados especialistas na obra corbusiana, bem como alguns dos mais importantes arquitectos contemporâneos, sobre relação entre a produção arquitectónica e os livros.

PROGRAMA

O debate será dividido em duas partes. Na primeira, será tratado o tema Le Corbusier e os livros, tendo como participantes Juan Calatrava Escobar, Jorge Torres Cueco e Maria Candela Suárez. Será discutida a faceta de Le Corbusier como amante de livros (e a sua adoração por Homero, Rabelais e Cervantes, entre outros), como escritor (as questões literárias da sua escrita), como construtor de livros (o seu entendimento dos livros como objectos) e também a sua relação com os editores. Serão ainda analisados alguns exemplos de livros de Le Corbusier, como Polychromie Architecturale (1931, 1959), Le poème de l’Angle droit (1955) ou Mise au Point (1966).

Na segunda parte será debatida, pelos próprios, a relação que Álvaro Siza e João Luís Carrilho da Graça estabeleceram com os livros corbusianos, bem como a sua relação com os livros em geral – passando pela literatura, pela arte e, como não poderia deixar de ser, pela arquitectura. Será ainda discutida a importância dos livros e da leitura para a construção de um pensamento arquitectónico.

Ambas as partes serão moderadas por Marta Sequeira.

AUDITORIO DO MUSEU DA ELECTRICIDADE LX
16 NOVIEMBRE 2015, 18:30
ENTRADA LIBRE

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